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Votação do Escola Sem Partido é adiada
Comissão especial teve que encerrar sessão após várias discussões entre manifestantes e deputados | Foto: Alex Ferreira / Agência Câmara / CP
Comissão especial teve que encerrar sessão após várias discussões entre manifestantes e deputados | Foto: Alex Ferreira / Agência Câmara / CP
Comissão especial teve que encerrar sessão após várias discussões entre manifestantes e deputados

A votação do projeto de lei do “Escola Sem Partido” na comissão especial que trata sobre a proposta foi mais uma vez inviabilizada, nesta quarta-feira. Depois de adiamento por conta de atraso da entrega do texto final, pelo relator Flavinho (PSC-SP), agora as várias interrupções na leitura do relatório obrigaram o encerramento da sessão antes do pleito.

Foram três horas de discussões, entre os críticos e apoiadores. Às 19h40min, o início da sessão do Congresso Nacional levou ao fechamento da reunião. Não há uma data definida para nova análise.

O substitutivo do relator Flavinho prevê que cada sala de aula terá um cartaz com seis deveres do professor, entre eles o de não cooptar os alunos para nenhuma corrente política, ideológica ou partidária; e o de não incitar os estudantes a participarem de manifestações.

Manifestantes favoráveis e contrários ao projeto trocaram ofensas em diversos momentos e o presidente da comissão especial, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), precisou pedir que a plateia não interrompesse os pronunciamentos dos parlamentares. "Não agridam, não provoquem, e vamos trabalhar com tranquilidade. Faço um apelo ao bom senso de todos”, requisitou.

Na avaliação da deputada Erika Kokay (PT-DF), o projeto da Escola sem Partido faz parte do processo de ruptura democrática do País. “Esta proposta é um desrespeito aos educadores e representa a negação do outro, a lógica fascista de tentar transformar a educação numa expressão de pensamento único”, argumentou. Para o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), “o Escola sem Partido vem exatamente no sentido de abrir o debate à pluralidade de ideias e não doutrinar os nossos alunos a adotar apenas uma corrente ideológica”.

Fonte CP

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