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"Projeto Florida"
Longa foca na relação de mãe e filha que moram num motel próximo à Disney | Foto: Marc Schmidt / Divulgação / CP
Longa foca na relação de mãe e filha que moram num motel próximo à Disney | Foto: Marc Schmidt / Divulgação / CP
"Projeto Florida" é um conto de fadas sobre os excluídos do sonho americano

A história pode ser um conto de fadas: um pequeno filme que ninguém viu chegando sobre Moonee, uma menina atrevida vivendo em um motel perto da Disney World e que pode valer recompensas para sua jovem intérprete, Brooklynn Prince. Em "Projeto Florida", o diretor Sean Baker coloca os holofotes sobre os excluídos do sonho norte-americano, pessoas que, a poucos quilômetros do mega complexo de diversão e entretenimento, não possuem emprego e não têm oportunidades. Contudo, não deixam de sorrir e se divertir. As crianças da região, comandadas pela jovem protagonista, vagam pela região de forma inconsequente, perturbando a rotina local.

Ela moram no Magic Castle Motel, comandado por Bobby, personagem de Willem Dafoe. O ator, conhecido por suas colaborações com Abel Ferrara e Lars Von Trier, já foi indicado como Melhor Ator Coadjuvante do Globo de Ouro e dos Prêmios do Sindicato dos Atores nos Estados Unidos e também pode encontrar-se na corrida do Oscar, preveem especialistas. Ele é praticamente o único profissional de um elenco iconoclasta, que reúne uma atriz descoberta no Instagram (Bria Vinaite no papel da mãe Halley) e uma criança vista em um supermercado (Valeria Cotto, que interpreta a tímida Jancey).

"Eu gosto de ver novos rostos na tela", comenta o diretor Sean Baker à agência de notícias Agence France-Press. Ele é mais conhecido por "Tangerine" (2015), sobre a jornada de duas prostitutas transexuais durante um dia em Los Angeles e filmado todo com um smartphone. "Eu gosto de ver o que acontece quando um ator já estabelecido é confrontado com um iniciante, mas é preciso atores pacientes e generosos para fazê-lo funcionar, como é o caso de Willem Dafoe", ele diz sobre o artista de 62 anos.

Concentrando-se na alquimia entre seus atores, em sua nova obra, o cineasta narra a vida de Mooney e sua mãe de apenas vinte anos, que vendem bugigangas para turistas para pagar o aluguel. "Eu me sinto atraído por estas histórias: a parte de trás do sonho americano, aqueles que são deixados de fora" e vivem à margem da indústria da Disney sonhos, diz o diretor. Se o longa explora, entre outros temas, a crise da habitação, a tônica é exatamente a oposta, sem o tom pesado que o enredo pode propor: Baker filma as crianças se divertindo, por exemplo, cuspindo em carros numa cena de abertura. "Quase todo o filme é visto através dos olhos de uma criança. Os assuntos mais adultos não são mostrados na tela, há um tipo de revestimento para doces", explica.

Já acostumada às câmeras, Brooklynn Prince impressiona com a sua maturidade e sua sinergia com Bria Vinaite. "Sem essa relação incrível, o filme não se encaixa. A distribuição é tudo", diz o diretor que pediu que eles imaginassem a relação de duas irmãs em vez de uma relação mãe-filha. Apresentado na Quinzena dos Diretores em Cannes, "O projeto Flórida" também deve muito à sua estética, que favorece cores turvas e edifícios de forma incongruente (geleiras, cadeias de fast-food, lojas de armas).

A obra foi filmada em uma habitação real, com alguns turistas e residentes aparecendo nas cenas, para dar mais veracidade à trama. Uma maneira de permanecer "conectado ao presente da comunidade", diz Baker, que até residiu no motel meses antes do início das gravações. O longa chega aos cinemas brasileiros apenas em 1º de março de 2018 .

Assista ao trailer de "Projeto Flórida":

 

Fonte CP

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